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O Guia Da Luz

Só houve uma origem, tudo veio do UM, portanto todas as potencialidades são parte do UM. O Taoísmo representa isto simbolicamente por um círculo dentro do qual existe uma senoide dividindo a área em duas metades, uma preta e outra branca, uma representando treva e outra luz.

Trata-se do TEI-GI símbolo representativo do TAO. É importante assinalar que na parte branca existe um ponto preto e na parte preta um ponto branco, na luz um ponto de trevas e nas trevas um ponto de luz.

Quando da Primeira Emanação, esses dois pontos correspondem na Cabala à base das duas colunas da “Árvore da Vida” o ponto inicial dos dois pilares, das duas colunas. No desdobramento do Tao as duas polaridades se apresentam separadamente, de um lado o potencial de trevas e do outro o potencial de Luz, mas no nível elevado da primeira “Árvore” ambos os lados eram Luz, pois a vibração altíssima se manifestava como tal. Embora sendo ainda manifestação de luz o potencial do topo dos pilares eram diferentes entre si, ocorrendo aquilo que a Cabala chama de Separação.

Do nível do Poder Superior uniram-se os dois Princípios RA e MA (masculino e feminino), dando origem a Kether do qual, por sua vez, separaram-se as duas naturezas, mesmo que em forma de luz. Já nesta primeira manifestação ocorreu uma tríplice polarização; Hokhmah/ Binah; Kether / Hokhmah e Kether / Binah.

Nesse primeiro nível já estavam constituídas duas individualidades além da Individualidade Suprema – KETHER – portanto expressões de consciências dotadas de Livre Arbítrio, de “querer” próprio. Exactamente foi esse “querer” que caracterizou a individualização. Um Poder se desdobrando em dois outros se personalizando pelo querer e pelo nível de consciência de si.

Exactamente o “querer” de cada uma das duas “LUZ” foi formando as outras fases da criação, foi ocorrendo aquela etapa que na Cabala é denominada Mundo da Formação. Na medida em que a vibração foi descendo as qualidades foram se aproximando das manifestações mais humanas, mais baixas.

Um ponto que é preciso que se tenha em mente por ser algo bem importante é que a “queda” se processa nos dois pilares, a Força desceu do ponto mais elevado para o menos elevado, mas não necessariamente do mal para o bem, pois o mal está num pilar e o bem no outro.

Houve uma descida do mais para o menos, mas sem comprometer a natureza de cada pilar. A coluna do Mal foi descendo assim como a do Bem.

Não é muito fácil tal compreensão. Somente após outras apresentações versando sobre o assunto é que tudo se tornará mais fácil de ser compreendido. Queremos dizer que mesmo que seja algo um tanto árido, mesmo assim é válido o esforço para procurar entender a “árvore da vida”, pois diz respeito a conhecimentos básicos mediante os quais muitos enigmas desaparecem e haverá entendimento básico de coisas como o porquê da polaridade mal / bem.

O mal e o bem são uma polarização, são dois opostos que não se apresentam em um mesmo pilar e sim em pilares opostos. Somente no final os dois pilares se unem em Malkut. Por isto é que o ser humano tem as duas polaridades, negativo e positivo, satã e Deus.

Vamos explicar melhor tomando como base o símbolo do TAO: Um dos pilares corresponde ao lado escuro e do outro ao lado claro. Infinitas potencialidades se alinham de um e de outro lado. Cada lado tem coisas de vibrações menos elevadas e coisas de vibrações mais elevadas. Cada um tem a sua polarização linear. Num dos lados não existe o bem e no outro não existe o mal, o mal está de um lado e o bem está do outro lado, estão unidos em Kether e voltam a se unir em Malkut.

No pilar de Binah a vibração foi descendo até “Hod” . De modo semelhante do pilar de “Hokhmah” ela também foi descendo pelo lado de “Netzach” até se reunirem em “Malkut” entre si manifestarem-se em “Malkut”.

“Assim como é em cima é também em baixo”.

A partir desta união está criado o espírito encarnado à imagem e semelhança de Deus.

Essa descida – movimento – a partir do querer da coluna de Binah foi impulsionada pelo querer de “Binah”.

Sabemos que no TAO há no seu bojo o ponto de trevas. O Tei Gi pode representar o espírito, nele estando presente as duas potencialidades, o potencial de treva – ponto escuro – e o potencial de luz – ponto claro.

Assim se torna fácil entender aquilo que diversas tradições religiosas chamam de “queda dos anjos”, de “desobediência”, e coisas assim.

A desobediência foi determinada pelo “querer” do lado negro da criação. A desobediência estava daquele ponto escuro em contraposição à obediência contida no ponto claro.

Em “Malkut” Deus pode “ver a si mesmo” como consciência objectiva, como criação.

Ali a finalidade da criação está cumprida plenamente, mas a desobediência se fez presente e a partir de Binah, não somente os espíritos, mas também as coisas, continuaram sendo criadas numa sucessão até “Malkut”, decrescente, do mais para o menos perfeito.

A criação, pela desobediência se processou de uma forma incompleta e incorrecta porque não houve a participação de Hokhmah. que permaneceu na obediência.

Assim como ensinavam os Gnósticos, foram estruturadas legiões de anjos imperfeitos, na realidade filhos únicos de “Binah”.

A criação pela descida de vibração deveria ser “trina”, deveria ser apenas como é representado no Relâmpago da “Árvore da Vida” mas na realidade passou, em parte, a ser linear, só pelo pilar de Binah.

Na realidade a descida tem três caminhos: Pelo pilar da esquerda, pelo pilar da direita, e por ambas em zig-zag, em “relâmpago” que é representado pela espada flamejante.

Toda criação perfeita tem que ser pelo zig-zag que é por onde se estabelece o equilíbrio entre as diferentes polaridades, o equilíbrio dos opostos.

Tudo aquilo que caminha por um só dos pilares está em desequilíbrio.

Vamos explicar em linguagem clara o que algumas Tradições Religiosas ensinam.

Aqueles anjos que tiveram sua origem em Binah foram chamados de “filhos da desobediência” eles traziam em si predominantemente as qualidades do pilar de Binah.

Anjos feitos não exactamente segundo a imagem e semelhança do Poder Superior, por não terem em equilíbrio as duas polaridades porque a partir da origem – Kether – havia ocorrido uma separação das duas qualidades.

A partir da primeira manifestação, na origem de Binah e Hokhmah, os espíritos acabaram sendo formados com predominância quase total das qualidades de apenas um dos lados e daí se projectado em descida linear.

Naquilo que foi formado havia na realidade essência de Deus, pois tudo viera Dele, porém se manifestando com a predominância de uma das polaridades. assim se formou uma individualidade desequilibrada, praticamente só com um dos lados activo, o lado negativo.

Faltava a manifestação de certas qualidades àqueles seres criados, portanto foram anjos imperfeitos, distantes do equilíbrio, pois careciam das qualidades do pilar de Hokhmah que não participara da gênese deles, embora haja descido paralelamente para estabelecer o equilíbrio, que veio se tornar possível em Malkut, que é onde as polaridades voltarem a se unirem.

Malkut na “árvore” humana representa o corpo físico, por isto o espírito só tem condições de se purificar através do corpo.

Foram os filhos da desobediência, filhos da revolta, filhos do desamor, do desrespeito e mais uma imensa quantidade de qualidades que chamam de negativas. Assim, um dos primeiros atos daqueles anjos foi a revolta contra a própria Força Superior e essa revolta é aquilo que a “Tradição” cita e que foi incorporada pelas religiões que derivaram do Hebraísmo, que dizem:

“Houve uma luta no céu, uma revolta comandada por Lúcifer ao qual se opôs o Arcanjo Miguel. Os anjos perdedores, então, foram atirados nas trevas…”

Foram criadas assim legiões de anjos – diziam os Cristãos Gnósticos dos primeiros séculos – que integrantes do lado de Binah.

Diante disto havia duas situações possíveis: ou eles continuariam como tais por toda a eternidade ou em algum momento seriam corrigidos pela incorporação das qualidades de Hokhmah.
Unindo-se o pilar da esquerda com o da direita, fazendo-os confluir em “Malkut”.

Assim iniciou-se a corporificação, assim surgiu o “Reino” citado na Cabala com o nome de “Malkut”, o corpo, templo aonde o processo de religação (União, religião) vem sendo estabelecido.

Neste ponto temos condição de entender alguns pontos fundamentais que se constituíram enigmas através de séculos:

1o. – Por que Deus criou?
2o. – Por que foram criados espíritos imperfeitos?
3o. – Onde está a justiça de Deus ante o sofrimento?

Sendo o sofrimento inerente ao merecimento tem que existir um ponto em que alguém sofreu sem merecer. Mas não é assim, pois, sem sombra de dúvidas, o primeiro culpado foi o desobediente que em última instância somos nós mesmos, conforme é dito por algumas doutrinas, especialmente pelos primeiros cristãos gnósticos.

Sofremos pagando por nossa própria culpa, por termos usado o livre arbítrio de forma inadequada, por termos feito uso do querer para agir por conta própria.

Criamos por conta própria e por isto penamos num bocadinho aonde tudo vem sendo transformado pelo fogo do sofrimento, onde os dois pilares estão sendo reunidos e as polaridades opostas se anulando para a formação do homem perfeito de quem tanto fala a Cabala.

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