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Entenda melhor essa condição que acomete mais de 70 milhões de pessoas em todo o mundo

O autismo é um distúrbio que atinge muitas pessoas: de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são mais de 70 milhões em todo o mundo, o que representa quase 1% da população mundial, hoje estimada em 7,7 biliões.

Além disso, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o autismo acometia 1 a cada 150 crianças em 2000, número que saltou para 1 a cada 59 crianças em 2014, ou seja, um crescimento de 254% em apenas 14 anos.

A condição já é uma realidade, porém, um factor que pode dificultar a inserção dos portadores de autismo na sociedade é a sua detecção, já que nem todas as pessoas sabem quais são as suas características e como ele se manifesta.

Por isso, é essencial conhecer o máximo possível sobre o assunto, de modo a proporcionar melhores condições aos seus portadores, bem como sua identificação precoce, o que possibilita o ingresso mais rápido em um tratamento e, consequentemente, uma vida melhor.

O que é o autismo?

É um transtorno neuro-biológico não-transmissível que resulta em alterações no desenvolvimento de seus portadores, os quais apresentam maior dificuldade em se relacionar com as pessoas e o ambiente em que está inserido.

Também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), ele se divide em três graus, de acordo com o Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais – 5ª Edição (DSM-V), desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria (APA). São eles:

  • Autismo leve (ou Síndrome de Asperger): apresentação de sinais de dificuldade para se comunicar ou interagir com outras pessoas, embora com grau leve, o que pode até mesmo resultar em diagnósticos tardios devido à subtileza dos sintomas.
  • Autismo moderado: sinais apresentados com maior intensidade do que no grau leve, vistos em pessoas com menos independência do que as de grau leve, mas com um comprometimento menor que no grau severo.
  • Autismo severo: geralmente, apresenta as características que aparecem na mente quando se pensa sobre autismo. Seus portadores sentem uma maior dependência do auxílio dos pais para a realização de actividades relativamente simples, como se alimentar, vestir e cuidar de sua higiene.

Como diagnosticar o autismo?

Essa é uma condição que começa a se manifestar na infância, principalmente quando a criança está na escola, o que coloca os pais e os educadores em uma posição muito importante para o diagnóstico.

Ainda que seja um problema relativamente comum e bastante comentado, nem sempre se conhece as características do autismo, o que pode fazer com que seus sinais passem despercebidos, principalmente quando se trata dos graus leve ou moderado.

Alguns dos sintomas mais comuns que denotam a presença do autismo nas crianças são os seguintes:

  • Falta de contacto visual: os autistas costumam olhar para baixo ou para os lados enquanto se comunicam com alguém, sem manter o olhar fixo nos olhos ou mesmo no rosto da outra pessoa.
  • Desenvolvimento diferente da linguagem: a capacidade de comunicação pode ser prejudicada, o que faz a criança não conseguir falar da mesma forma que as outras.
  • Não responder quando chamado: algumas crianças com autismo podem não responder caso alguém as chame, o que pode inclusive se assimilar a um sinal de comprometimento auditivo.
  • Movimentos repetitivos sem causa aparente: as crianças podem mexer as costas ou a cabeça repetidamente e por várias vezes, mesmo sem que haja algum motivo claro para tal, como brincadeiras ou aulas de educação física.
  • Movimentos peculiares com mãos e dedos: alguns autistas podem mexer seus dedos e mãos de maneiras diferentes, como em movimentos repetitivos ou planeados, também sem a existência de causas aparentes.
  • Repetição de frases e conteúdos de filmes e desenhos: frases de efeito de super-heróis e personagens de desenho animado, como “Hulk esmaga”, “Avante, Vingadores” ou “para o alto e avante”, podem ser repetidas várias vezes, mesmo em situações fora do contexto.
  • Sons e palavras repetidas fora do assunto: além de bordões de heróis e personagens, outras palavras que não pertençam ao actual contexto também podem ser repetidas várias vezes, como “gol”, “nossa” ou “sim”, por exemplo.
  • Isolamento sem motivo dos colegas: uma das características mais comuns nos portadores de autismo é o fato de se afastar de seus colegas e das demais pessoas, mesmo que não tenha havido nada entre eles.
  • Falta de compreensão do sentido figurado: frases e expressões como “matar a sexta-feira”, “emendar o feriado” ou “está chovendo canivete” costumam ser interpretadas de maneira literal pelos autistas, o que pode confundir sua compreensão.
  • Comunica-se melhor em seus temas de interesse: as dificuldades de comunicação dos autistas são fortemente reduzidas quando eles falam de assuntos sobre os quais demonstram muito interesse, o que faz com que a conversa flua de maneira mais natural.
  • Brincar com objectos e brinquedos de maneiras diferentes: os autistas costumam brincar de maneiras peculiares, como jogando canecas para o alto ou segurando uma raquete de ténis de mesa ao contrário, por exemplo.
  • Reacção excessiva a barulhos e contactos físicos: ao escutar uma bexiga estourar, uma buzina ou alarme soar ou mesmo ao sentir um empurrão ou choque não intencional, os autistas podem ficar excessivamente assustados e perplexos com a situação.
  • Menor noção do perigo: alguns autistas podem não entender situações de perigo, ainda que estejam sinalizadas, como um buraco no chão ou placas que indiquem que o piso está molhado.
  • Menor capacidade aparente de imaginação: o ato da abstracção, que consiste em imaginar, pode ser prejudicado nos autistas, que nem sempre conseguem pensar em algo para desenhar ou escrever quando solicitado, por exemplo.
  • Interesse exagerado em determinados assuntos específicos: os autistas podem admirar intensamente assuntos bastante específicos, como a participação do Japão na 2ª Guerra Mundial em 1945 ou o estilo de jogo da defesa da selecção brasileira na conquista da Copa do Mundo de 1970.
  • Definição de rotinas próprias e incómodo ao (des)cumprí-las: outro comportamento comum nos portadores de autismo é a definição pessoal de rotinas e horários para suas actividades, de escovar os dentes a almoçar e assistir à televisão, além de um descontentamento quando não é possível seguir essa rotina.

Entender o autismo é fundamental para o seu tratamento

Muitos autistas não sabem que apresentam a condição, principalmente no caso de crianças. Por isso, a participação das pessoas do seu cotidiano, principalmente dos pais e professores, é determinante para um diagnóstico precoce.

Quando existe alguma probabilidade da presença do autismo, é necessário encaminhar a criança a uma equipe de profissionais capacitados, como psicólogo, pediatra, fonoaudiólogo, pediatra e psiquiatra, que unem seus esforços em prol da melhoria do autista.

Actualmente, não existe uma cura para o autismo, mas com o tratamento adequado, seus portadores podem levar uma vida saudável, já que ele aprenderá a se relacionar melhor com as situações que ocorrem ao seu redor. A administração de medicamentos é prescrita apenas em casos de agressividade e de demais doenças acompanhadas, como depressão ou TDAH.

Porém, além dos cuidados médicos, amor, atenção, carinho, respeito e paciência são determinantes para que os autistas sejam incluídos em seu meio social e acreditem em seu potencial. Isso pode fazer com que eles contribuam activamente em suas actividades, assim como todas as outras crianças.

autismo é uma realidade presente em nosso cotidiano, e todos têm uma grande importância nos diagnósticos precoces, seja em casa, na escola, no trabalho ou em qualquer outro lugar. Isso, aliado à conscientização da sociedade, fará com que os portadores da condição possam levar uma vida muito mais tranquila, confortável e saudável em todos os seus aspectos.

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