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O Guia Da Luz

Lenda do Castelo de Almourol

Durante a Idade Média, o Castelo de Almourol suscitou a criação de numerosas lendas, às quais não foram decerto alheias a beleza natural do lugar e a harmonia da construção. Uma delas é a de D. Ramiro, alcaide do Castelo de Almourol. Conta a lenda que, voltando cheio de sede de uma campanha guerreira, encontrou duas formosas mouras, mãe e filha, que traziam com elas uma bilha de água. D. Ramiro pediu à filha que lhe desse de beber. Esta, assustou-se e deixou cair a bilha. Enraivecido, D. Ramiro matou-as. Nesse momento apareceu um rapazinho de 11 anos, filho e irmão das assassinadas. O cavaleiro logo ali o fez cativo e trouxe-o para o castelo. Quando chegou, o pequeno mouro jurou que se vingaria na mulher e na filha de D. Ramiro, duas damas muito belas. Tempos depois, a mulher do castelão definhou e acabou por morrer, vítima de venenos que o mouro lhe foi dando a pouco e pouco. Porém, não conseguiu matar Beatriz, a filha de D. Ramiro, porque os dois se apaixonaram. Um belo dia, D. Ramiro chegou ao Castelo na companhia de outro alcaide, a quem tinha prometido a mão de sua filha. Os jovens apaixonados, inconformados com a sorte que os esperava, fugiram sem deixar rasto. D. Ramiro morreu pouco depois, vitimado pelo desgosto. O castelo, abandonado, caíu em ruínas. Dizem que, nas noites de S. João, D. Beatriz e o mouro aparecem, abraçados, na torre grande do castelo. A seus pés, D. Ramiro implora perdão, mas o mouro inflexível responde-lhe com dureza: – MALDIÇÃO!

A Lenda do Senhor Jesus dos Lavradores

Numa manhã de Maio dos alvores da idade média,não se sabe bem já quando, um grupo de Cingeleiros destas terras de Riachos, andava, como tantos outros, na lavoura dos seus hastins dos campos do Espargal. Auxiliavam-nos nas suas duras tarefas juntas de bois de trabalho que, pacientemente, puxavam os arados (feitos de madeira de azinho protegida, nas pontas, por bicos de ferro). A certa altura e porque os bois não conseguiam avançar, fincando mesmo, com o esforço, os joelhos no chão, os lavradores repararam que o bico do arado estava preso numa grande pedra que começava a sobressair do ventre da terra. Escavando, então, descobriram debaixo da laje uma imagem, escura e triste, de um Senhor Jesus Crucificado, que, com a surpresa, os fez cair de joelhos como se de um milagre estivesse acontecendo. Limparam-lhe, depois, a terra húmida dos cabelos (quase humanos), de entre os dentes da boca entreaberta, dos pés e das mãos. Ajeitaram-lhe os pregos da cruz e, depois, levaram-na bem para o centro da povoação, para o Largo, aonde, sabido do milagroso achado,depressa acorreram, vindos dos seus casais, os outros lavradores-cingeleiros de Riachos. Carregada a imagem num carro puxado por uma junta de bois (precisamente aquela que a encontrou), enfeitaram-no de flores campestres e de ervas aromáticas e lá foram a cantar entregá-la (ainda que contrariamente. ) à Igreja da sede da freguesia,em Santiago, perto do Paço, em Torres Novas. A partir daí, todos os anos, em plena Primavera, os cingeleiros de Riachos fizeram nascer a sua “Festa”, a Festa da Benção do Gado, desfilando alegremente com os seus animais, enfeitados e floridos, numa recordação da memória do seu achado. E sempre, até aos dias de hoje, os riachenses relembram nesses dias o que há de mais profundo na sua memória: o encanto de uma lenda que acima de tudo representa a mais profunda ligação à Natureza, única fonte de riqueza da sua vida e do seu saber ancestral.

A mal degolada

Em tempos muito antigos viveram nas margens do rio Lima, perto da vila de Ponte de Lima algumas famílias de mouros. Eles teimavam em lá continuar. Uma jovem moura muito bonita, apaixonou-se por um jovem cristão. Então começaram a namorar em segredo, porque eles não tinham a mesma religião. As famílias não aceitavam tal namoro. Um dia, foram dizer ao cristão apaixonado, que ela ia namorar todas as noites com outro homem, para junto da fonte. O rapaz não queria acreditar, mas ficou desconfiado. Assim, armado de um comprido punhal foi espreitá-la junto à fonte, mas escondido. Verificou que era verdade o que lhe tinham dito. Ficou cheio de ódio e quis vingar-se. De um salto, enterrou o afiado punhal no pescoço da moça, repetidas vezes. De repente, ouviu-se a voz de um velho e ele parou: – Desgraçado, o que fizeste ?! Acabas de matar a moça que por amor a ti, aprendeu o catecismo. Acabei agora mesmo de a baptizar, como cristã. O velho que falou, era um santo frade do convento. Ali vinha todas as noites, para a família dos mouros não desconfiar. Isto aconteceu onde hoje é a freguesia de Bertiandos. O povo chama à fonte, a ”Fonte da Moura” que fica na quinta de Bertiandos. Há também uma rua vizinha chamada a Rua da Fonte.

A moeda de prata

Era uma vez … estava-se a 14 de Outubro do ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1605. Ali para os lados de São Silvestre, da freguesia de Colmeias, vivia um velhinho, chamado Henrique Dias, com a sua filha, uma moça casadoira, que se sentia muito doente. Volta e meia começava ela a rebolar-se no chão, com muitas dores. Naquele dia, já o sol era nado, teve um ataque que a fez estrebuchar longamente, pois tinha, como dizia o povo, o diabo no corpo. Alguns vizinhos, condoídos da triste sorte da rapariga, que viam tão dorida e lacrimosa, levaram-na à igreja para que Nossa Senhora da Pena lhe valesse. Era a hora da Santa Missa e a igreja estava cheia de fiéis. A moça foi levada até próximo do altar e, olhando para a imagem de Nossa Senhora, logo teve um afrontamento e quando estava quase a desmaiar teve um vómito mais violento e expeliu, pela boca, uma moeda de prata, de vintém. A rapariga de pronto se endireitou e, sentindo-se curada, rezou a Nossa Senhora com tanta devoção como até então nunca fizera.

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