O Guia Da Luz

2018 será um ano regido pelo elemento TERRA e por Nanã. O normal é que o elemento regente tenha a tendência de ficar bastante em evidência, durante o ano, nos noticiários da tv.

Para se ter uma ideia, em 2013, ano de fogo, começamos o ano com a triste notícia do terrível incêndio na Boate Kiss (Brasil). Em 2017, também ano de fogo, temos acompanhado o excesso de incêndios mundo afora, principalmente da Europa. Já em 2010, ano de TERRA e última vez que Nanã regeu, logo no réveillon no Brasil foi surpreendido  pela avalanche de lama que destruiu alguns balneários em Angra dos Reis, deixando mais de 50 mortos. Em 12 de Janeiro do mesmo ano, um terremoto de 7 graus de magnitude colocou abaixo Porto Príncipe, capital do Haiti, o país mais pobre das Américas. Mais de 200 mil pessoas morreram – entre eles, a missionária brasileira Zilda Arns. No mês seguinte, outro grande abalo sísmico: em Santiago, no Chile – seguido por outro, em abril, no Tibete, que arrasou o país. Enfim, em 2018 é possível que o elemento TERRA esteja também em maior instabilidade e evidência, ocupando com maior frequência nos jornais.

Uma outra característica do elemento TERRA é a morosidade. Em anos com essa regência, as coisas caminham mais devagar, com mais “pé no chão”, sem o desespero e a agitação do ano de fogo que terminou. É como se as pessoas e as organizações procurassem “tatear” mais o espaço a sua frente para não cometerem os mesmos erros dos anos anteriores. Ano de Terra é, portanto, ano de maior segurança e propício a novos empreendimentos, porém com cautela e sem querer alcançar o que está além dos limites. É também um bom ano para começar a investir e a construir, lançando bases para o crescimento que só deve mesmo acontecer a partir de 2019, que será ano de AR e, portanto, de expansão, grandes ideias e criatividade.

No sector agrícola, o elemento TERRA estimula boas safras e produções, podendo ter impactos positivos para o consumidor em relação ao preço de legumes, frutas e verduras ao longo do ano, estimulando o consumo e favorecendo o crescimento do PIB agrícola , o que não seria nada mal, para um país com tanta dificuldade quanto as que vimos atravessando.

Se, em 2017 houve (e ainda está havendo) grande ebulição política e económica no cenário mundial (causada pelo elemento fogo), no ano que vem é possível que haja maiores esforços pela concretização de entendimentos, e que, líderes mundiais que pregam sectarismos e conflitos (“filhos do fogo”) possam ser substituídos por outros mais “pé no chão”, que “vão mais devagar”, “sem tanta sede ao pote” e conscientes da necessidade de unidade no planeta. É possível, também que, além de novos acordos de paz, surja a oportunidade de retomar as discussões sobre o clima e sobre os tratados que velam pela ecologia e pela saúde da Terra.

No cenário nacional, o elemento TERRA estimula a criação de bases mais sólidas para a política e economia, com mais consciência e menos conflitos como os ocorridos em 2017, regido pelo fogo. Sendo um ano de eleições, é possível que seja favorecido aquele candidato que realmente apresentar projectos mais consistentes e sólidos. Mas, como ainda estamos do meio de 2017, tem muito fogo ainda a queimar até que a TERRA assuma seu devido lugar.

NANÃ, XANGÔ E EXU

 

 

Essa é uma combinação atípica, como atípica também foi (e está sendo) a combinação de regentes de 2017. Normalmente, Nanã quando rege, vem acompanhada de Oxalá ou de Xapanã (Omolu / Obaluaiê), como foi em 2010, última vez que regeu junto com seu filho Omolu. Já Xangô, o outro regente do próximo ano, não rege com frequência no elemento TERRA; é mais comum vê-lo actuando no FOGO. Mas, dadas as circunstâncias e necessidades planetárias, talvez sua presença em 2018 seja mais do que justificada, já que é o grande legislador e justiceiro, e estamos todos precisando que a justiça seja feita, de fato, em vários aspectos da sociedade.

Aliás, a última vez que Xangô regeu foi em 2014 – também, por coincidência, ano de TERRA. Naquele ano, ele veio como regente principal, e nós sentimos isso com o volume de sujeira política que começou a aparecer. A regência de Xangô em 2018 poderá dar novo gás e novos rumos às investigações, podendo, por exemplo, acarretar a reformulação de leis e a renovação dos personagens envolvidos em operação.

Se 2017 foi (está sendo) um ano de profundas desconstruções, 2018 – com a regência da sábia Nanã – tem tudo para ser o ano do começo da reconstrução. Nanã é a própria terra que dá vida e que regenera para fazer renascer. É possível, então que, tudo o que foi consumido pelo FOGO desconstrutor de Xapanã em 2017 comece a dar sinais de renascimento a partir do ano que vem. Nanã proporciona o renascimento, mas ela é lenta, é criteriosa e gosta das coisas no seu devido lugar. Por isso, essa reconstrução não será tão rápida quanto gostaríamos e, até o segundo semestre observaremos nos campos político, económico e profissional o crescimento vagaroso, mas constante, com “dois passos para frente e um para trás”. Teremos a impressão de que as coisas estarão lentas demais ou não estarão melhorando, mas tudo estará acontecendo no tempo de Nanã. E podemos dizer que as mudanças serão mais perceptíveis somente a partir do segundo semestre, pela presença de Xangô e Exu que, por serem quentes, ainda poderão promover conflitos na primeira metade do ano.

Tendo a Velha Senhora na regência, podemos ter certeza de que as coisas caminharão menos por impulso e mais por análise e reflexão, pois ela é a Orixá da sabedoria, e saberá muito bem o que estará fazendo! Por isso, é recomendado a todos que queiram progredir que façam o mesmo: que aproveitem o ano para o aperfeiçoamento de seus conhecimentos. Lembra aquele curso que você estava adiando? Será o momento ideal para começar! Estará à frente o mais capacitado, o que tiver investido em seu aprimoramento profissional, em cursos e em especializações, pois oportunidades começarão a surgir em um mercado ainda extremamente competitivo, herança dos milhões de desempregos gerados nos últimos anos.

Mas, como disse, as coisas começarão a acontecer, mas não acontecerão muito rápido! E, se Nanã é lenta, o outro regente do ano – Xangô – também não é muito veloz. Apesar de ser quente como o fogo, Xangô é meticuloso como a própria justiça e às vezes, por isso, pode também ser lento. Mas, para o que ele decidir não haverá recurso! Sua participação em 2018 será decisiva para que todo o cenário de reestruturação programado para ter início aconteça de forma correta, com as pessoas certas nas posições devidas. Xangô vem forçando que a justiça seja feita e que os errados sejam punidos. Com seu “Oxê” – seu machado de duas lâminas – ele está pronto para, mais uma vez, começar a separar o joio do trigo. Com sua actuação, também traz solidez a tudo o que for correctamente projectado, mas recomenda menos ganância e mais “pé no chão”!

Se fosse só isso, já teríamos em 2018 um ano propício à renovação e à reconstrução, o que, por si só, já é uma boa notícia, mas que perde entusiasmo quando lembramos que tanto Nanã quanto Xangô guiarão o ano com segurança e pé no chão, mas também com certa dose de lentidão. Por isso, como “a boa notícia do ano”, aparece a figura enigmática de Exu permeando essa regência, do início ao fim. Ele estará actuando pelos bastidores durante todo o ano, de forma que, A QUALQUER MOMENTO, nós poderemos testemunhar situações que pareciam estar caminhando de uma determinada forma mudarem repentinamente o seu curso.

Exu aparecerá esporadicamente, e será percebido como um “coringa” guardado na manga dos dois Orixás regentes, sendo usado em momentos inusitados. Isso tenderá a dar mais movimento e dinamismo a esse ano, já que, para Exu, não há nada que seja impossível! “Ele transforma erro em acerto e acerto em erro!” É imprevisível, arisco e cheio de artimanhas. Será mesmo como o coringa oculto que aparecerá, vez ou outra, para decidir inesperadamente algumas situações.

Por isso, não se surpreenda se em 2018 aparecerem oportunidades inesperadas, soluções não previstas ou, também, que coisas dadas como certas, de um momento para outro, deixem de existir. Será Exu actuando; e, por isso, é bom que você procure estar bem com ele e procurando agir de forma correta para que não haja surpresas negativas, ainda mais que ele estará agindo em um ano regido por Xangô, que exige correcção e justiça nos actos praticados.

Como eu disse, a regência de 2018 será atípica, e eu não me lembro de ter visto essa combinação anteriormente, mas fico optimista (mais que em relação a 2017) em relação à situação política e económica. Entendo que 2018 ainda não será um ano fácil, mas as coisas começarão a procurar sua posição correcta e novas oportunidades irão surgir; e já não é sem tempo, já que 2017 está sendo tão difícil.

Ainda faltam alguns meses até a virada do ano. Muita coisa ainda pode acontecer. Nesse início de segundo semestre, por exemplo, Ewá está entrando na regência junto com Xapanã para trazer criatividade e nos facilitar a visualização de soluções para as dificuldades actuais. Então ainda temos muitas oportunidades de alcançarmos nossos objectivos até o final do ano! Não é para desesperar! E, se coloquei esse texto aqui, com tanta antecedência, não foi para dizer que a esperança de melhora virá só a partir de 2018, mas para dizer que tudo segue um curso natural e que estamos passando por uma fase de desconstrução necessária, para que, após seu fim, tudo possa ser renovado – e para melhor -, mesmo que pese ainda algum desconforto.

Encerro, portanto, esse texto com essa mensagem de esperança e conforto, destinada a todos que estão passando por momentos delicados! Tenham um pouquinho mais de paciência… As coisas, nesse segundo semestre já devem dar uma clareada com o auxílio de Ewá e, a partir do ano que vem, para quem ainda não tiver encontrado seu caminho, haverá novas oportunidades de semear e colher! Nanã estará lá para pegar no colo, Xangô irá concretizar novas possibilidades, e Exu… ah, Exu… Esse será nosso amigo de todas as horas, aquele que quando tudo acontecer, lhe falará: “Eu não disse que ia dar tudo certo?”

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