O Guia Da Luz

Muitas vezes podemos ser abençoados ou amaldiçoados, quando percebemos alguma sensação má ou como se diz, presságio, pensamos que podemos estar com “praga” mas é mais conhecida pelos bruxos da alta magia como bruxedo.

A Palavra bruxedo vem de bruxa, e o bruxedos é uma forma de alta magia. Embora tenha surgido provavelmente na Europa, os bruxedos estão associados a mágica do folclore holandês. O Bruxedo era a especialidade dos “médicos de bruxedo”, cujos serviços de fazer ou desfazer bruxedos podiam ser contratados por qualquer pessoa da comunidade.

Entre os antigos lavradores da Pensilvânia, qualquer contratempo bobo – como não conseguir transformar a nata em manteiga, ou alguma questão séria como a doença em um rebanho – era atribuído ao bruxedos.

Mas o caso de maior gravidade era, quando um bruxedo recaía num ser humano. A pessoa vítima de um bruxedo podia ter insônias, definhar por falta de apetite ou por vômitos acelerados após as refeições e outros. Podia ainda ficar constantemente com uma sensação física desconfortável ou dolorosa, ou ter a chamada “Má” Sorte.

Há diversas formas, que os antigos dizem como impedir bruxedos. Dizia-se que desenhar uma estrela de cinco pontas no bastidor da porta ou no peitoril da janela impedia que um médico de bruxedo entrasse em alguma casa. Podia até se pendurar uma carta de bruxedo, uma breve declaração hostil, dirigida ao médico de bruxedo, numa das vigas do estábulo para proteger o rebanho e as pastagens.

Os animais podiam ser protegidos ou até curados de doenças causadas por um bruxedo quando se penduravam saquinhos de pano com mercúrio no alto de suas baias.

Símbolos de bruxedos: figuras geométricas tradicionalmente pintadas nas laterais das casas e estábulos, podiam trazer proteção adicional contra bruxedos e outros feitiços. Assim como os bruxedos, o costume de desenhar símbolo de bruxedo originou-se provavelmente na Alemanha, mas, no século XIX, esses símbolos eram muito mais comuns. Hoje são considerados arte folclórica pela sociedade, mas há bruxos que ainda usam tais símbolos na alta magia. para proteger seres humanos, animais e a si mesmos.

Embora vistos com mais frequências em locais de culto de alta magia, os símbolos de bruxedos podem ser feitos em berços, móveis, altares, ou até dentro de igrejas.

Existem duas formas distintas de aplicar o bruxedo a pessoa designada: de um modo direto, que consiste em preparar propositadamente para a vítima uma bebida ou um alimento em que foi misturado o bruxedo. Este é composto pelos ingredientes mais diversos: sangue de menstruação, ossos de mortos, diversos pós geralmente negros (queimados, órgãos de animais, – essencialmente o coração – , ervas especiais… contudo o efeito maléfico não depende tanto dos materiais utilizados, como da vontade de prejudicar através da intervenção do demônio; e essa vontade vem refletida nas fórmulas ocultas pronunciadas durante a preparação destas misturas.

É característico que a vítima dum tal malefício sofra quase sempre, entre outras coisas,de dores de estômago, bem conhecidas dos exorcistas, e que só se curam depois de se ter libertado o estômago por meio de vômitos repetidos ou de muita evacuação, em que são expelidas as coisas estranhas.

Outro modo que podemos chamar indireto, consiste em fazer um malefício sobre os objetos que pertencem a pessoa designada como vítima (fotografias, roupas ou outras coisas pessoais), ou sobre figuras que a representam: bonecos, estatuetas, animais, outras vezes assinalam pessoas vivas do mesmo sexo e idade.

Trata-se de material de trespasse que é marcado com os males correspondentes aos que se desejam infligir à pessoa em questão. O fato de espetar espinhos na cabeça duma boneca constitui um exemplo clássico deste rito satânico.

A vítima sofre de dores de cabeça horríveis a propósito das quais declara: È como se minha cabeça tivesse sido atravessada por espinhos pungentes. Podem igualmente espetar pregos, facas nos locais do corpo que se quer martirizar. E a pobre vítima sente sistematicamente dores lancinantes precisamente nesses locais.

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