O Guia Da Luz

“É necessário, então, lidar com o mau-olhado? Fica claro que sim. Ele pode mesmo influir nos ganhos e resultados de vida”

A noção de mau-olhado, olho gordo, é uma angústia constante nas dúvidas dos meus consulentes: basta alguma situação apresentar dificuldades, que logo elas tendem a ser atribuídas à inveja alheia, coisas de seca-pimenteira.

A ideia de que alguém tem o poder de nos atacar com uma simples olhadela pode virar medo, pânico a até mania de perseguição.

Imaginando que as pessoas tem o poder (mágico?) de atrapalhar situações, de espalhar forças negativas, a crença no olho-mau pode servir de desculpa para qualquer falha, engano, equívoco ou perda pessoal: isentando o indivíduo de suas responsabilidades ou culpas.

Afinal, olho-gordo faz efeito? Tem alguma condição de trazer infortúnios? Cortar caminhos produtivos? Gerar problemas de qualquer ordem? Intrigar um amor? Levar a uma demissão? E até mesmo causar um tombo em alguém que pode rasgar a roupa nova ou quebrar um osso?

Se levarmos em conta que somos seres fabricadores de energias, as mais diversas, é possível observar que pessoas invejosas são, sem dúvida, ressentidas e insatisfeitas. Elas parecem ter o poder de criar energias negativas, algumas vezes de grande intensidade.

A vontade de ter o que não lhes pertence, a visão de alguém mais bonito, o desejo de algo especial, a percepção de que há casais que se amam e profissionais bem sucedidos, tudo isso desperta o mau dentro dos invejosos.

É necessário, então, lidar com o mau-olhado? Fica claro que sim. E mais, ele pode mesmo influir nos ganhos e resultados de vida, fazendo com que surjam antipatias inexplicáveis, desentendimentos incabíveis e até rompimentos.

Perceba, porém, que para evitar os ataques e conseguir não sintonizar as invejas que pairam por aí e podem te atrapalhar, basta não entrar na sintonia: se você é uma pessoa feliz, você não tem atrativos para puxar o olho gordo. Só possui esses imãs quem também convive com o sentimento de inveja.

Contentar-se com aquilo que se possui e não desejar o que é do outro é a condição essencial para afastar esse inimigo cruel. É preciso não acolher, não entrar em sintonia com tais sentimentos pesados, não permitir que o medo ataque a nossa segurança e a nossa felicidade.

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